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Informação Útil

Rosácea

Rosácea (couperose do francês) é a designação de uma dermatose inflamatória de evolução crónica manifestando-se após a puberdade, de etiologia desconhecida mas com predisposição genética.
Determinados alimentos (tomate cru ou cozinhado), condimentos (pimenta), bebidas como o café ou  o chá (por si sós ou porque são ingeridos quentes!), bebidas alcoólicas etc., podem agravar a Rosácea; no entanto uma dieta restritiva não vai alterar o seu curso! 
Existe um parasita “oportunista” que surge secundariamente  nas lesões de Rosácea chamado Demodex Folliculorum podendo acentuar a sua componente inflamatória. 
Além disso existe ainda uma variante da Rosácea designada como “Rosácea dos corticoides” que surge em pacientes que foram medicados (erradamente!) com tópicos corticoides para qualquer outra patologia (ex: Dermite Seborreica, Eczema etc.). 
Hoje não se justifica mais a aplicação de corticoides tópicos na face.

 
Rosacea dos corticóides – dermite peri-oral em paciente com eczema atópico submetido a terapeutica com corticóides tópicos


 




Manifestações clínicas:

Inicialmente a doença causa únicamente vermelhidão da face (eritema) com uma sensação de calor, ardor, mal-estar que se agrava ao longo dos anos quando os pacientes estão sujeitos a temperatura ambiente elevada, sujeitos a exposição ao sol (UVs), alterações emocionais, ingestão de determinados alimentos ou bebidas etc. . 
Com a evolução da doença vão-se observando na pele dilatações dos capilares (Telangiectasias) de maior ou menor calibre; surgem ainda elevações avermelhadas na pele (Pápulas) e pontos brancos (Pustulas). 
  
  

 
Rosacea – telangiectasias (imagem da esquerda); lesões papulo-pustulosas (imagem da direita)


 




Nos homens pode surgir como complicação ao fim de uns anos o Rinofima – dilatação do nariz mais ou menos acentuada (“nariz de copos”) 
 


 
Rinofima


 




Em alguns pacientes poderão surgir alterações inflamatórias ao nível dos olhos – conjuntivite, e processo inflamatório da córnea e das pálpebras! 
 

Terapêutica:

Não é possivel alterar esse “status” que é a Rosácea! No entanto é possível controlá-la, tratando não só as crises como, por exemplo, complicações de que é exemplo o Rinofima. 
Nas crises podemos recorrer a antibióticos sistémicos (como a Minociclina, a Eritromicina, a Claritromicina etc.), associados ou não a agentes antiparasitários como o Metronidazol que actuam sobre o Demodex Folliculorum. Nalgumas situações graves de Rosácea dos corticoides poderá ser necessário o recurso a uma cortisona oral (Deflazacort®) por um período curto com vista a minorar o efeito “rebound” após interrupção desses corticoides tópicos! 
 


 
Rosacea – aspectos clinicos antes e após terapeutica combinada: oral e tópica


 




Outro medicamento sistémico utilizado no controle da Rosácea é a Isotretinoína em baixas doses; muitos pacientes entram em remissão e, mantém-se bem durante anos com 10 mg de Isotretinoina 2 a 3 vezes por semana. 
Quanto aos tópicos eles variam desde os antibióticos (Eritromicina) aos antiparasitários (Metronidazol) nas crises, a outros produtos de Dermocosmética que pretendem actuar como “calmantes da pele” (tópicos com Silimarina etc.). 
Os pacientes com Rosácea têm peles altamente reactivas e não toleram a maior parte dos tópicos; em fases de agudização nem a água toleram! 
O “desconforto” facial (ardor, calor e dor) poderá ser eliminado fazendo o tratamento do Eritema (vermelhidão) recorrendo ao Laser Pulsado de Contraste; o inconveniente desse laser (apesar da sua grande eficácia) é o aspecto “feio” (côr purpura) que causa na pele durante 6 a 10 dias. Não tem contudo o risco de cicatrizes. 
  
  

 
Rosacea – aspectos clinicos antes e após terapeutica combinada: oral, tópica e Laser Pulsado de Contraste


 




Alguns Dermatologistas utilizam em vez do Laser Pulsado de Contraste a Luz Pulsada Intensa (IPL-Intense Pulsed Light) a qual tem como vantagem não deixar a cor púrpura na pele durante seis a dez dias. No entanto a eficácia da Luz Pulsada Intensa é reduzida quando comparada com os tratamentos com o Laser Pulsado de Contraste, requerendo ainda maior número de sessões e... surgindo novamente o eritema passados alguns meses! 
A situação extrema de Rinofima requer o uso também do Laser Pulsado de Contraste associado, ou não, ao Laser de Co2. 
  
  

 
Rinofima – aspectos clinicos, antes e após tratamento com o Laser Pulsado de Contraste

 
Rinofima – aspectos clinicos, antes e após tratamento com o Laser de CO2

 

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